Nascida no contexto da Guerra Fria (1945 – 1991), a Internet vem sendo aprimorada desde o ano em que o primeiro e-mail foi enviado (1969). Há décadas, a Internet vem sendo nossa grande fonte de informação e comunicação, conectando pessoas de diversos locais do mundo, seja para trabalho, estudos ou por diversão.

Com o seu aprimoramento e desenvolvimento, as redes sociais se destacaram entre diversos públicos e faixas etárias. Existem redes sociais das mais variadas finalidades. Seja para produzir textos rápidos e curtos, como o Twitter; ou para postagem de fotos com legendas e filtros, no caso do Instagram; passando pelo Linkedin, que exibe currículos e a vida profissional dos seus membros; e a tão famosa e polêmica plataforma de vídeos curtos e engraçados, que são utilizadas pelos jovens, o Tik Tok. Entre muitas outras redes sociais que conectam vidas.

Com a explosão de acessos e membros com contas ativas, as redes chamam a atenção de seus membros pelos números de seguidores que é possível ter em seus perfis. Escrever um texto, ou compartilhar uma foto para seus seguidores faz parte da rotina desses usuários. Esse compartilhamento das suas vidas pode ser visto por diversas pessoas. Isso dependerá da quantidade de seguidores que o usuário tem.

Vale destacar que alguns perfis reúnem milhares de seguidores, trazendo ao proprietário desta conta um grupo de seguidores fixos e fiéis. São eles que curtem, compartilham e comentam em todos os conteúdos que são postados. Entretanto, nos últimos tempos temos ouvido uma nova palavra que tem o significado contrário de seguir e se identificar com o conteúdo de alguém: CANCELAMENTO.

Essa tal “cultura do cancelamento” surgiu para boicotar perfis de pessoas ou marcas, que têm alguns posicionamentos / pensamentos diferentes de quem os seguia. Deixar de seguir em seus perfis é algo simples e com apenas um clique o CANCELAMENTO está feito.

Precisamos refletir sobre qual o significado desta cultura. Cancelar um perfil, seja pessoal ou profissional, significa que você não compactua mais com aquelas ideias, mas não significa que aquele conteúdo deixará de existir no mundo virtual. Ou seja, cancelar nos dá a sensação de que estamos livres daquele posicionamento. Até esse momento tudo bem, já que somos indivíduos que pensamos, refletimos e podemos ter ideias diferentes, e em alguns momentos mudanças de pensamentos. Devemos olhar para a cultura do cancelamento com cautela, pois alguns usuários que decidem cancelar um perfil não apenas os deixam de seguir, mas acabam deixando diversas mensagens de ódio e ameaças nesses perfis. Temos aí um outro termo utilizado na internet: HATERS.

Como o próprio nome já diz os haters são as pessoas, ou perfis fictícios ou reais, que são criados para difundir o ódio por determinada pessoa. Os haters são os odiadores de algo. Neste momento que precisamos tomar cuidado com os discursos que disseminam ódio, intolerância e violência espalhados pela internet.

Será que quando não compactuamos com algo ou alguém devemos necessariamente ofender o outro? Espalhar o discurso de ódio ajudará em que afinal? Esses questionamentos devem ser feitos diariamente pelos usuários das mais diversas redes sociais. Quando esse discurso é feito pelos haters, eles estão impactando diretamente na vida de alguma pessoa, podendo ser algo que afete sua saúde física e/ou mental.

Pensando nesses impactos, quais são as possíveis soluções que os usuários das redes sociais podem desenvolver? Podemos pensar que, assim como nas nossas vidas reais, a vida virtual também deve ter espaços para diversos diálogos, diferentes opiniões, para que as pessoas possam refletir sobre diversos assuntos e pontos de vista, sem que dissemine o ódio.

Dessa forma, é necessário sempre fazer uma reflexão dos nossos comportamentos na vida virtual, assim como na nossa vida real. Essas reflexões são necessárias para que possamos ter um bom convívio entre todos, seja pessoalmente ou por um perfil em uma rede social.